O Quadrante Norte: O Despertar no Gelo
O despertar foi brutal. Emmi Khomalain abriu os olhos e deparou-se com o teto metálico de um contêiner industrial. O ar era denso, carregado com o hálito de outras cinco pessoas que, assim como ela, emergiam de um sono químico. No centro da parede frontal, uma tela de LED ganhou vida, banhando o ambiente com uma luz azulada e estéril. Uma voz gerada por inteligência artificial, desprovida de qualquer rastro de empatia humana, preencheu o cubículo: — Saudações, competidores. Vocês são os pioneiros de uma era de entretenimento e sobrevivência. O prêmio: meio bilhão em suas moedas locais. As regras são simples, mas a execução será absoluta. Emmi sentiu um nó no estômago enquanto a IA explicava o mapa da ilha. Grupos de seis seriam lançados nos quatro pontos cardeais. O Norte enfrentaria as cordilheiras geladas; o Sul , os pântanos fétidos; o Leste , as ruínas industriais e o deserto; e o Oeste , o labirinto de cidades caóticas. O objetivo? Uma caminhada de duzentos quilômetros até o cent...